PASSARINHO
Um passarinho engaioladose canta é de tristezaPrefere não sofrer caladomesmo que agrade a realeza
Se canta é para quebrar a gradeseu grito é revoluçãoÉ esperança de liberdadese cala é concessão
Tem gente que tem medode soltar o passarinhoalegando que o brinquedonão sabe se virar sozinho
Pois lhe digo claramentepassarinho quer voarprefere morrer contentesem sua mão a lhe guiar
Passarinho livredescobre onde pousa ou nãose prefere andar em bandoou agradece a solidão
O canto de passarinhoquando voa em liberdadeé som que cobre com ninhoo coração da maldade
Entra leve e sai suavee alegra todo o diaquem ouve o canto da avevoa também de alegria
Passarinho que usa a asaplanta a semente e não passa fomeA gente quer ser passarinhomas o passarinho não quer ser “home”
S.S.O 02/02/2012

PASSARINHO

Um passarinho engaiolado
se canta é de tristeza
Prefere não sofrer calado
mesmo que agrade a realeza

Se canta é para quebrar a grade
seu grito é revolução
É esperança de liberdade
se cala é concessão

Tem gente que tem medo
de soltar o passarinho
alegando que o brinquedo
não sabe se virar sozinho

Pois lhe digo claramente
passarinho quer voar
prefere morrer contente
sem sua mão a lhe guiar

Passarinho livre
descobre onde pousa ou não
se prefere andar em bando
ou agradece a solidão

O canto de passarinho
quando voa em liberdade
é som que cobre com ninho
o coração da maldade

Entra leve e sai suave
e alegra todo o dia
quem ouve o canto da ave
voa também de alegria

Passarinho que usa a asa
planta a semente e não passa fome
A gente quer ser passarinho
mas o passarinho não quer ser “home”

S.S.O 02/02/2012

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Jogo de cartas
Eu apostei tudo que havia em uma só jogada, agora estou livre…Não há mais laços além do nó na garganta. Não há mais vaidade além da intelectual. Não há mais amor além do próprio.Não há mais um chão,Não há mais uma só estrada,Não há mais diversão em jogar,ACABOU A GRAÇA!Mas não há importância…E tudo não hánem mesmo outro olhar além do seu 
S.S.O 13/12/2011

Jogo de cartas

Eu apostei tudo que havia em uma só jogada,
agora estou livre…
Não há mais laços além do nó na garganta.
Não há mais vaidade além da intelectual. 
Não há mais amor além do próprio.
Não há mais um chão,
Não há mais uma só estrada,
Não há mais diversão em jogar,
ACABOU A GRAÇA!
Mas não há importância…
E tudo não há
nem mesmo outro olhar além do seu 

S.S.O 13/12/2011

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Com amor eu refaço o que aqui dentro pode estar errado, mas aqui fora não me desfaço. Pois defendo a beleza de ser como sou.
S.S.O 24/11/2011

Com amor eu refaço o que aqui dentro pode estar errado, mas aqui fora não me desfaço. Pois defendo a beleza de ser como sou.

S.S.O 24/11/2011

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Enquanto lá fora a guerra explode e o capitalismo nos consome…A criança com seu único brinquedo imagina pipocas explodindo no ar,em um mundo onde todos possam brincar… 
S.S.O 24/11/2011

Enquanto lá fora a guerra explode e o capitalismo nos consome…
A criança com seu único brinquedo imagina pipocas explodindo no ar,
em um mundo onde todos possam brincar… 

S.S.O 24/11/2011

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FIO
Na teia da vidaaqui capturadosÉ só esse o espaçoEu fui você fugiuMas é este o fioVocê fingiuMas este é o fim do fiofilé fiascoainda vamos nos encontrar…
S.S.O 28/10/2011

FIO

Na teia da vida
aqui capturados
É só esse o espaço
Eu fui você fugiu
Mas é este o fio
Você fingiu
Mas este é o fim do fio
filé fiasco
ainda vamos nos encontrar…

S.S.O 
28/10/2011

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Ficou o que sobrou do que faltou!

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UTOPIA
Me perdi na poeira das horasaguardando um colibri que cantasse bem-te-vi

S.S.O 06/10/2011

UTOPIA

Me perdi na poeira das horas
aguardando um colibri 
que cantasse bem-te-vi

S.S.O 06/10/2011

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PASSATEMPO
O tempo ri-se de sua existência tão certeira,pois mesmo não havendo é 
E se enche de vida a cada tic-taca cada parada cardíaca ele gargalhaa cada nascimento ele se distrai
O tempo ri de quem corree brinca com quem dormeO tempo é…S.S.O 27/09/2011

PASSATEMPO

O tempo ri-se de sua existência
tão certeira,
pois mesmo não havendo é 

E se enche de vida a cada tic-tac
a cada parada cardíaca ele gargalha
a cada nascimento ele se distrai

O tempo ri de quem corre
e brinca com quem dorme

O tempo é…

S.S.O 27/09/2011

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Poesia sem tempo
Antes de mais nada é preciso que saiba:NÃO HÁ MAIS TEMPO!
Não falarei do princípio do mundodo nascimento das floresdas delicadeza das gotas de orvalhoNão descreverei casas, ruas, postes, lâmpadas…não há tempo para tais e afinal já todas me parecem iguaisNão há mais tempo para comparar a lua,nem as estrelasO brilho do sol já não parece tão romântico
É preciso que saiba:Não o verei crescere tu não me verá envelhecerSe algum dia houver tempojá será tarde demaisOs olhos cansam
Não adianta marcar horaHoras não há maisNão há tempo para sentire por isso mesmo não irei chorarde tão sem tempo até a lágrima secou
Não lembrarei o passadoe nada mais será brindado
NÃO HÁ TEMPO!NÃO HÁ VAGAS!
Não há tempo vago
Não há mais tempo para procurar…
Ei! Coelho! Pra onde você corre?
…
S.S.O 27/09/2011

Poesia sem tempo

Antes de mais nada é preciso que saiba:
NÃO HÁ MAIS TEMPO!

Não falarei do princípio do mundo
do nascimento das flores
das delicadeza das gotas de orvalho

Não descreverei casas, ruas, postes, lâmpadas…
não há tempo para tais e afinal 
já todas me parecem iguais

Não há mais tempo para comparar a lua,
nem as estrelas
O brilho do sol já não parece tão romântico

É preciso que saiba:
Não o verei crescer
e tu não me verá envelhecer
Se algum dia houver tempo
já será tarde demais
Os olhos cansam

Não adianta marcar hora
Horas não há mais

Não há tempo para sentir
e por isso mesmo não irei chorar
de tão sem tempo até a lágrima secou

Não lembrarei o passado
e nada mais será brindado

NÃO HÁ TEMPO!
NÃO HÁ VAGAS!

Não há tempo vago

Não há mais tempo para procurar…

Ei! Coelho! Pra onde você corre?

S.S.O 27/09/2011

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“O amor, no seu entender, devia surgir de repente, com ruídos e fulgurações, tempestade dos céus que cai sobre a vida e a revolve, arranca as vontades como folhas e arrebata para o abismo o coração inteiro. Ela desconhecia que nos terraços das casas a chuva forma poças se as calhas estão entupidas, de forma que ficou de sobreaviso, até que um dia descobriu uma fenda na parede.” 
FLAUBERT - Madame Bovary

“O amor, no seu entender, devia surgir de repente, com ruídos e fulgurações, tempestade dos céus que cai sobre a vida e a revolve, arranca as vontades como folhas e arrebata para o abismo o coração inteiro. Ela desconhecia que nos terraços das casas a chuva forma poças se as calhas estão entupidas, de forma que ficou de sobreaviso, até que um dia descobriu uma fenda na parede.” 

FLAUBERT - Madame Bovary

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